BIOGRAFIA – CRIS DE SOUZA

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Escrevo por instinto, sem regras, sem métricas, sem conceitos, em qualquer recinto. Não me classifico, não me delimito; a poesia é bebida terapêutica e a degusto feito cálice de absinto.”
[Cris de Souza ]



Duelo

Festividade
Sinto-me casta
Em claridade vivaz
Pelos devassos risos
Nas claves

Ferocidade
Sinto-me nefasta
Em fragilidade voraz
Pelos vastos vidros
Nas traves

Derivo meu pino
De inquietude
Na mocidade linhada
Inclino

Derivo meu hino
De plenitude
Na rivalidade apontada
Refino


Ilimitada

Esculpi
Minhas paredes
De fagulha dardejante
Realcei aquarela
No alento de cores

Encardi
Minhas redes
De marulha errante
Alcei sentinela
No acento de dores

Nos tablados
Rabisquei leve piso
Aloucado de recantos
Alumiei principado
Incidi alívios

Nos tornados
Borrei breve aviso
Bronzeado de prantos
Anuviei povoado
Infringi pavios

Aliançada
Projetei meu esboço
Dele apaguei o inatingível

Amotinada
Fulgurei meu colosso
Nele sublinhei o indefinível

 

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