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Suplica
Vida, pele e ossos
Amanheço no estreito-pouco
A fome
Morre lenta em meu corpo.
Deglute-me em agonia
Terra e água
Passeias preparando a cada noite
A tua rudeza
E meu corpo a teu lado
Te amando
Suplicante te lamenta
Assim de frente
Uma petúnia, um jasmim.
Por veemência
Só existo a tua boca
Louvo-te em tua placidez
Solenemente plantamos o dia
Terra que não é só minha
Meu nome
A mais remota possibilidade
De voltar a ser
Guarda-me em tua geometria
sempre, sempre
O passo ao baço
Vez em quando, me acalma???
Noturna
Devagar a tinta pinta a primeira letra
Devagar, antes que eu me esqueça
E de mendigo respingue em teu corpo
Antes que meu corpo, sonolento e tonto
Caia sobre a folha branca
Indizível olhar de piedade
A olhar-me na forma que desdita
Busco abrigo, um pensamento, um grito
Na tinta que hesita
Desejos e tremores de amores já sem vida
Eis a noite esposo que me fita
Imensa extensão, escrevo o meu eu
Antes que o tempo se transforme
E da noite a amanhecência o dia tome.