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Em essência
Eu sou assim, livre! Às vezes nem tão livre, sou presa de mim
mesma. Presa fácil das garras da emoção. Sou seu sim, outras
vezes seu não. Ultrapasso limites... Sou irreverente. Amo, amo, amo...
Intensa e incondicionalmente... Sacio minhas vontades de todas as maneiras.
Sinto saudades, sou dócil, sou fera. Sempre encontro maneiras de me ferir...
Pego caminhos contrários, veredas, sendas, na ânsia de chegar.
Escrevo.
O papel em branco busca em mim as palavras... Com ou sem concordância
ele as aceita...A cumplicidade nos une.
Somos um...
Marina Mayer
Meu querer
Não quero ser pra você
os delírios de um momento...
Nem passar por sua vida
como um raio,
em tempestade
um vento forte
ou na mente
um pensamento.
Quero ser a estrela guia
mesmo distante...
Mas que brilha
e estende a mão.
Quero ser o bálsamo
que dá paz,
e acalenta,
e passeia de mãos dadas
desarmadas
pelas secretas vias
do coração.
Em(Tarde) Ser
Fim de linha para o sofrimento
A vida grita por uma chance
mas esse desejo de morte
que me invade
rouba-me o brilho.
Essa insanidade covarde
abate-me
desgoverna-me.
Insana e cruel
a mão busca o gatilho.
Ronda-me a insensata morte.
Na saliva um gosto de sangue.
Um olhar distante busca o vazio...
Um suspiro
um adeus
um basta
uma dor sentida.
No silêncio o grito abafado,
esvai-se
com a vida.
Março/2007