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LIBERTEI-ME DAS ROUPAS IMPRÓPRIAS AO AMARELO DO TEMPO
TECI COM AS PRÓPRIAS MÃOS UMA REDE
PARA ESCORAR MEU CORPO NU
E FIQUEI OLHANDO AS ENTRANHAS DO DIA
ESPERANDO NASCER
UMA LINGUAGEM NOVA
Assim os chamaram os gregos; em Roma lhes deram o nome de Faunos, Pãs
e Silvanos. Da cintura para baixo eram cabras; o corpo, os braços e o
rosto eram humanos e peludos. Tinham pequenos cornos na testa, orelhas pontiaguas
e nariz encurvado. Eram lascivos e beberrões. Acompanharam o deus Baco
em sua alegre conquista do Industão. Armavam emboscada para as ninfas;
adoravam dançar e tocavam flauta com destreza. Os camponeses os veneravam
e lhes ofereciam as primícias das colheitas. Também lhes ofereciam
ovelhas em sacrifício.
Um exemplar dessas divindades menores foi capturado numa caverna na Tessália pelos legionários de Sila, que o levaram até o seu chefe. Emitia sons inarticulados e era tão repulsivo que Sila imediatamente ordenou que o devolvessem às montanhas.
A memória dos Sátiros influenciou a imagem medieval dos diabos.
Flor
corola minha
pólen feito gente
minha flor é vida investida .......................................para
Isabela
não tem a minha cor
mas, tem o meu cheiro
minha dor dói no tempo
pequena flor matutina
precisa de tempo e de terra
para crescer
e libertar suas pétalas no vento
Ménage à trois
tarde de sol a pino
ménage à trois:
eu, você
e o ócio
Poema Anominato
Há uma palavra escondida
numa frase que eu não vou dizer...
No meu sonho desfilam pessoas
que há muito tempo eu não ouço a voz...
No vento eu desenho com a ponta do dedo
a pronuncia do meu nome esquecido.