
PÁGINA ESPECIAL do Poeta ** Gaivota **
Faça o download do e-book Com a Asa Toco o Mar
Sou poeta do mar, das conchas, da areia, piso pedras
e arranho a pele. Entretanto cultivo estrelas em desalinho e banho-as na água
azul.
Sou ** Gaivota **, o poeta blue.
Aqui você verá uma mostra de meu trabalho. Tudo o que escrevo
está registrado no departamento de direitos autorais da FBN. Possuo
alguns livros onde estão alguns dos poemas apresentados neste site.
ABRO VÍRGULAS
** Gaivota **
Era a vida no espinho da noite
escondida entre paredes
famintas.
Era querer penetrar teus desejos
inflar tua boca de beijos
entre uma e outra palavra calada.
Morreram cálidos ainda
cravejados no fuzil
morno do instante
partido de emoções.
Corro como o vento
carregando o dia
corro ao encontro
da escolha parida.
Corro!
Na esquina fica a sombra
do abraço que recebi.
Os amantes?
Dormem sono profundo
misturados ao sêmen
vida morta in fertilizada.
O céu abriu-se e nele voei
via o mundo
caricatura etérea de palavras
onde me sento abrindo novo livro
pleno de brancas páginas
ainda por serem preenchidas.
Eu, pássaro inconstante
Eu, eterno amante.
Não! O amor existe e abro vírgulas
interrompendo o trajeto.
Amar é digerir o verbo.
É abraçar o mundo nas asas
que abrigam noites e dias
plenos porque se foram.
RJ – 11/06/2006
** Gaivota **
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GOLES AZUIS!
A noite esbanjava
letras desenhadas
no céu
quando bateu
minha vontade insana.
Entre os goles que
no bar
ruíam
pensei no mar
que atravessava
a sala.
Ele gritava, Sim!
Quero compor
o poema.
Quero que me torçam,
amassem,
devorem.
Quero ser o palco
de mais uma batalha.
Tocar teus cabelos,
sentir tua pele
enrugando-se
de pleno prazer.
Da boca aberta
escorre o beijo em
goles azuis
riscando
a garganta.
Pianíssima sonata
Abriga os olhos
da noite.
RJ – 02/06/2006
** Gaivota **
DO LIVRO ARRANHANDO AZUL
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NÃO SEI!
Não sei se vivo
ou morro
nas ondas deste dia
azul,
não sei.
Não sei se vôo
ou me deito,
se me entrego
ou me vou,
não sei.
Ele brilha cristalino
pintando
um quadro
que não comprei..
Não sei.
Ele queima,
embriaga,
me torce
me entope
da mais pura
luz da razão.
Eu tonto
louco
são!
Não sei.
Não sei como escaparei!
RJ- 12/06/ 2005
** Gaivota **
Do livro: Com a Asa Toco o Mar
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CANÇÃO I
Não quero olhos
impassíveis,
quero luz
brilho no olhar!
Quero o vagalume
piscante
que ilumina a escuridão,
quero ver
ser
dizer
quero cobrir-me do orvalho
que tinge a exaustão,
depois embrulhar-me na noite
sentir que me fiz
canção.
RJ – 25/07/2005
** Gaivota **
Do livro: “Com a Asa Toco o Mar”
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MACIAMENTE NO OLHAR
Olha pra eternidade,
e me diz:
Quantas estrelas
brilham no céu?
Quantas?
Quantas brilham no mar?
Quantas cantam
a sinfonia do silêncio,
maciamente no olhar?
RJ – 25/01/2006
** Gaivota **
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PÉTALAS VOAS?
Pétalas voas
alisando a alma
gritas, sorris
a cada afago
sangras
o peito que
descompassado
bate.
Ao desfolhar-se
levas a dor
em parte.
Em teus motivos
também
me partes.
Resta
o perfume
de meus sentidos
vagando a rua
em pés descalços.
RJ – 22/10/2005
** Gaivota **
Uma conversa com o 4° Motivo da Rosa
Poesia de Clarice Lispector.
Do livro: “Azul de Doer!”
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VÊS
Vês meu dedo
à boca?
Não!
não são dados
que jogo.
São palavras,
que de meu
cérebro cuspo!
As estrelas?
Estão na garganta,
iluminando
a flor
que brota,
desenhada
na lágrima
azul!
RJ- 13/10/2005
** Gaivota **
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NÃO VÁ!
Não vá
pois que me partes
como
gelo triturado
no verão
Não vá!
não me deixes com palavras roucas
pois que és
brilho
incandescente
fagulha
que estoura miolos
e os deixa
em agonia
Não vá!
deixe que tuas
madeixas
olhem-me com ternura.
Não vá!
Tua saia de margaridas
falantes
estão em prantos
porque
querem
a brisa do campo.
Pensa bem..
pássaros são seres estranhos
mergulham na água fria
deslizam o negro véu
a noite me engole
abrançando
o dia que passou
Não vá!
RJ – 18/08/2006
** Gaivota **
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