PAGINA ESPECIAL DE †††ME MORTE †††
“Me Morte” pseudônimo de
gaúcha dos pampas, poetisa gótica há dois anos, enveredou
pelos caminhos do erotismo, estilo que já se tornou sua marca registrada.
Principais características: Arrojada, misteriosa e passional.
O Baú
-Estão dizendo que a casa é assombrada...
-Não acreditou numa besteira dessas, acreditou?
Meu noivo havia pegado a chave na imobiliária, precisávamos
alugar uma casa urgente. O casamento era no próximo mês e ainda
não tínhamos onde morar.
-Por que o cara da imobiliária não veio com a gente?
-Ora meu amor. Ele confiou na gente, tinha outros compromissos, só
isso.
Abrimos à porta da frente e ele entrou para me passar confiança.
-Venha Ana Elisa. Não há nada aqui, olhe.
Entrei e em alguns minutos esqueci totalmente dos rumores de assombração.
-A casa é linda! Olhe, uma lareira.
-Já pensou a gente namorando ao pé da lareira no inverno? Marcos
me olhou com o olhar carregado de desejo.
Em dois dias fechamos o contrato e começamos a mobiliar.
-Amor. Amanhã não poderei vir. É final de mês,
trabalho até tarde. Se quisermos nossa lua de mel na praia tenho que
deixar tudo certo na empresa.
No dia seguinte, bem cedo, estacionei na garagem da nova casa. Precisava acertar
os últimos arranjos, o pessoal da loja ia entregar nosso jogo de quarto,
queria escolher as melhores roupas de cama, afinal íamos estrear uma
vida a dois ali.
Foi quando ouvi uma voz me chamando. Parecia minha mãe.
-Ana Elisa. Suba aqui, por favor.
-Mãe? Minha mãe ali? Como ela tinha entrado? A chave estava
comigo. Minha mãe não sabia que tínhamos alugado a casa.
Será que Marcos havia contado e esquecido de comentar?
-Aqui em cima. Depressa. Socorro!
Subi as escadas correndo e percebi que a voz vinha do sótão.
-Mãe... Está aí em cima? Subi a escada estreita e abri
a pequena porta que dava acesso ao topo da casa.
-Aqui...
-Onde? Onde está você? O sótão estava vazio e só
havia um baú num cantinho, meio escondido.
-Aqui. No baú. Venha rápido.
Eu senti um calafrio, mas não tive dúvidas, era minha mãe.
Corri até o baú e o abri.
Era enorme e estava cheio de bonecas de pano.
-Mãe...? Uma das bonecas chamou minha atenção. Seu vestido
era lilás e seu rosto não era estranho...
Peguei a boneca e fiquei admirando. Tive a nítida impressão
que a boneca sorrira.
-Ora. É só uma boneca. Joguei-a para dentro do baú e
quando ia fechar a tampa senti dois braços fortes me empurrando para
dentro da caixa. Foi tudo muito rápido e desmaiei.
O som vinha de muito longe. Parecia a voz de Marcos. Tinha mais alguém
com ele.
-Fica tranqüilo meu filho. Ela vai aparecer.
-Dois dias Dona Luiza. Dois dias sem dar notícia.
Era a voz da minha mãe. Estava escuro. Parecia que eu estava em um
lugar trancado, sem luz, sem ar. Tentei gritar, mas a voz saiu fraca.
-Marcos! Estou aqui. Ajude-me! Não conseguia identificar o lugar onde
estava. A voz do rapaz parecia se distanciar. Tinha que reunir todas as minhas
forças.
–SOCORRO! Marcos! SOCORRO!
Foram gritos alucinados. Perdi a conta de quantas vezes gritei por socorro.
Foi quando levei um susto: O telhado se abriu e um rosto enorme apareceu.
Quase enfartei de susto. Parecia um gigante... Minha voz sumiu na garganta.
Fiquei paralisada. Era Marcos e minha mãe.
-Ora Dona Luiza. Aqui só tem bonecas de pano. Eu não disse que
era só sua imaginação? Saíram e desmaiei novamente.
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Quem matou o elemento?
rsssss
Cinco da matina, a favela parecia morta, nem os olheiros do tráfeco
estavam acordados, deviam ter mamado todas durante a noite.
Um elemento descia do morro, andar manso, jeitão de quem vai aprontar,
viu uma morena de olhar 171 e disse:
-Aí...Ô vadia, chega junto.
-Olá amor, o que tu manda?
-Táis afim dumas paradas aí?
-Tô dura meu.
-Pô! Tá me estranhando o piranha? Mina gostosa neguinho banca.
-Ai, que amor...
-Podes crer...
-Pa, pa, pa...Três tiros secos, um bem no meio do peito e o sujeito
caiu mortinho no chão.
O crime prescreveu e nunca acharam o assassino. Quem matou o sujeito?
-Sei lá meu.
-Fui eu xará. Mexeu com mulé minha eu coloco sete palmos de
terra em cima. Ou não me chamo Detetive Escopeta.
-Ah...Conta outra. Tu aposentou cara, não mata nem uma mosca!
-Sério...
-Escopa! A pia tá cheia de louça...Preciso
lembrar você de suas obrigações?
A mulher olhava os amigos com cara de pouca conversa.
-É...Bons tempos aqueles. -"Já vou benzinho, já
vou..."
Me Morte
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Tenho um presente para você...
Esperava-o ansiosa. A rotina se cumpriria em poucos segundos. A porta do quarto
abriu. Nem bem entrou ela disse:
-Não se mexa. Quero te dar um presente hoje. Eu faço tudo.
-Que bonitinha... Esticou a mão até seu seio de bicos cor-de-rosa
durinho.
-Não! Já disse: eu faço tudo. Você só relaxa.
Levou-o até a janela e colocou suas mãos no alto tocando os
dois lados da veneziana.
-Segure assim. Encoste as mãos na janela e aproveite a paisagem lá
fora. Ele abriu os braços e ficou de costas para ela. Ela estava vestindo
uma camiseta de algodão branca e nua por baixo. Ergueu o tecido e encostou
seus seios nas costas por sob a camisa, ergueu-a e novamente se esfregou.
-Assim eu não agüento.
-Quieto. Não se mexa. Roçou sua vagina em sua pele e ele gemeu
de prazer. Com as mãos segurou sua cintura e procurou a braguilha da
calça. Seus dedos levemente tocaram no tecido de sua cueca avolumada.
-Hum.
Ele estava entregue. Penetrou levemente os dedos puxando seu membro teso para
fora. Estava muito duro. Passou por baixo de seus braços e se esfregou
em sua barriga enquanto sua mão acariciava o pau em riste.
-Hum... Faz assim meu amor. Enlouquece-me.
-Tá gostando? Abaixou em sua frente e quando ele esperava sua boca
para descarregar todo tesão que ela lhe provocara, eis que sente uma
dor dilacerante...
-Ahhhhhh. A menina estava com a adaga numa das mãos e o membro ensangüentado
na outra.
-Doeu papai?
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Um duzia de rosas vermelhas querida!
Numa lápide do cemitério,
Deixaram envoltas em fitas,
Uma duzia de rosas vermelhas.
A foto era amarela e antiga,
Inscrição apagada,descolorida.
Provavelmente uma namorada,
Um amor que se foi...
Eu nunca ganhei rosas vermelhas.
Como invejei aquela morta,
Que mesmo estando deteriorando,
Se fazia desejada, amada, lembrada
E eu aqui mofando...em vida!
Uma alma fúnebre que respira
E nunca ganhou rosas...
Peguei as fitas e joguei,
Uma a uma, no túmulo ao lado.
Cada botão de rosa que eu tocava,
Morria, murchava, condenado
A ser um morto-vivo despeitado,
Como meu coração ali se mostrava,
Um mero órgão desapaixonado...
E a foto da inscrição apagada,
Verteu duas lágrimas caladas,
Longe da percepeção humanamente sentida.
Chorou por ter em morte gesto tão pleno de vida:
__Uma duzia de rosas vermelhas querida!
E nem percebeu que haviam lhe roubado,
Nem as flores, nem as fitas...
Disso aprendi que o que vale
Não são as rosas que por ventura receba,
Mas o amor que por certo distribua,
Que faça, mesmo em morte, ser lembrada,
Mesmo depois de deteriorada,
Continuar a ser desejada e querida.
Isso é só para os que foram plenos em vida!
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Com amor...
Teu corpo é meu
Velho, talvez, novo para mim...
Perfeito para o sonho,
Pronto para o amor,
Pleno pois mesmo assim,
Me faz feliz!
Teu corpo é carmim,
Minha boca é contorno
De teu desejo...
Me Morte
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Louca eu, louco você...
Duda Bandit
Não sei se a consciência
Toma-me de assalto
Ou se o assalto no farol
Rouba-me a consciência,
O fato é que julguei
Ser louca, ANORMAL,
E te encontrei bem mais.
Não satisfeita sorri,
Um sorriso besta,
De alvos dentes,
De insano som
E te obriguei,
Por alguns instantes,
A me ler...
Serei normal?
E tu?
Etc...e tal?
Não sei...
Me Morte
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Fora!!!
Terra...
Nos separa, milímetros,
Medidas parcas de terra,
Que me cobre em vida,
Que me come pensamento,
Que me separa de ti.
Minha vida...
Que a morte levou,
Que o tempo ganhou,
Depois de tanta luta...
Tanta luta.
Filha da puta!
Terra...
Sete palmos,
Sete almas,
Me corroem o espírito.
Amor, sorriso, trabalho,
Sonhos, migalhas, risos...muralhas.
Me levou daqui.
Me forçou partir
E agora?
Vai cuidar de meus filhos?
Vai apagar o meu brilho?
Merda!
Me deixa escolher!
Me deixa morrer
Pela minha vontade!
Apaga a minha saudade
E Vá embora!
Fora!!!
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INEXPLICÁVEL QUE
TE AMO
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