Quem sou eu?
Natureza, amor e poesia
poeta de coração,
biólogo de paixão e
amante por natureza!
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=39919
Email: rickedu@bol.com.br
Flor de Aguapé
Nas asas de uma Cigana viajo pela Amazônia;
Mergulho nos igapós, quem me guia é um boto;
Converso com papagaios, mutuns, tucano-toco...
Falaram-me de uma flor branca ou cor maravilha
“- Te levo lá” – disse o Curupira.
Lâmina que reflete a luz da lua, flor tão bela me revela
No meio do igarapé, orquídea das águas, coração
da Hiléia: Flor de Aguapé.
Suas raízes: berço da Vida, suas flores: arte divina
Mãe d’água, a mantém integra, límpida e vívida.
Do leito das águas posso observar,
Beleza sublime que me encantou.
Catana de uma Paineira divido com Carapanã.
Antes Cari, agora Caapuã
Suco de Açaí, fruto de Tucumã, doce de Buriti.
Alimenta Tupã e também os seus filhos Tupi-Guarani
EMOÇÕES
Penso cá com meus botões
O que seria da vida se não fossem as emoções?
Sinto saudade de entes queridos,
Também de amores perdidos,
Sinto calor em teus braços
E o frio em meu corpo recolhido.
Sinto alegrias intensas,
Dores entre fulminantes alaridos,
Rescindido em lúrido recôndito
Donde putrefaz sentimentos reprimidos.
Sinto a brisa amena,
Que arrepia meu corpo ressequido.
Sinto o olhar fulminantemente libertino,
Que me arranca tímido sorriso.
Sinto o silêncio gritante,
Que afaga minha audição,
Violino entorpece minha alma,
Rasgando coração.
<< Ce n'est pas une poésie >>
.
(Rabiscando com inspirações magritteanas em homenagem a querida
amiga Michèle Sato)
Pito meu cachimbo,
Em meio a sala turva, tão vazia,
Onde ainda encontro meus valores, humanos,
Tempestade? Fantasia?
Olho para as paredes, lá não mais vejo rubro rosa
Flor tão bela...
Só o azul do céu refletido em minhas paredes,
O cavalete e minha tela, bem em frente a janela.
Bebo as nuvens que contemplo...
Frágeis,
Suaves como cristal.
Meu relógio sobre a mesa já se esvaia com o tempo.
Abro a porta para a rua
Anil horizonte, amingua lua.
Alimento os pombos e a imaginação...
Migalhas de ostentação, absorvidas com sofreguidão.
Pés cansados, um tanto confusos,
Realidade carnal, condição minha, humana, sofrer de emoção...
Penso em ti,
Exteriorizo,
Contemplo às lagrimas,
Pois o que sinto, é o vazio.
No guarda roupa, só seu vestido
Te vejo desnuda, maldita libido!
Sua imagem se mistura ao céu azul da sala
Como magia negra, esse amor me abala.
Retorno a tela já esquecida
Para terminar de retratar minha vida.
Falso espelho, enganam meus olhos...
Amantes emudecidos pelo ardor do beijo vivido.
_________________________