Biografia – Thiers R >

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> Confesso > Sou incomum. Visto trapos, como Silêncios, digo Mentiras. Sou poeta!
Por minhas veias corre a necessidade contagiante de escrever compulsivamente. Não procure explicações ao deparar-se com minhas letras. Apenas sinta-as.
Viabilizo a beleza em estado puro, com cor e sabor.
Sou um poeta que esquarteja no desvairio sem pudores, apenas porque a palavra é semente da indecifrável agonia que habita pensamentos. Cuspo-a como sêmen.
Os algozes farejam e devoram. Na pele faminta, grito.
Tenha a certeza, bebo vinho na taça que me convém.

Crise de Romantismo

tá louca?
eu só assassino o que vomito
tem que sair das minhas entranhas
ter cheiro fétido
da privada onde a prostituta
troca o absorvente
melado de sangue velho
esse cheiro provoca em mim
uma vontade impura de gritar
no papel todo verme que mora dentro
ora, se em minha pele lavada
milhares de bactérias dormem
formigando em busca de comida...
dê um absorvente ensangüentado e verás.
elas querem te foder
bactérias, fétido fetiche.
eu só assassino o que escrevo
por pura e inconseqüente fatalidade.
sou porção indigna
que estendeu a cadeira de praia
dentro de teu pensamento.
vai, antes que eu perca a paciência.
hoje preciso comer umas rosas de pétalas doces
eu to com crise de romantismo.

may
>2007


Madagascar

Chovia estilete
na pele inconformada
o pensamento
vagava
em minúsculo
terço de lua
eu te pensava
no bar exótico
descobrindo véus
eu te pensava
arranhando paredes
in decente pose
retratava o pôster
eras tu, eu vi
vagabundeei ruas
atirando pés na lama
formada a beira do lago
M a d a g a s c a r
li, reli e so letrei
queria arranhar o papel
onde te vi faminta
sorrias indecente
afaguei desejosa boca
macio e alvo
chegou o abraço
envolto peito nu
um terço de hora passou
ouvi o clic
desligaram o projetor
encerrado o filme
dentro de minha fome
sonho um quadro inacabado.
>

2008>>