BIOGRAFIA
Virgínia Fulber


Assina como virgínia além mar suas Poesias e Poemas , nascida em
Novo Hamburgo no Estado do RS . Exerce a profissão de Terapeuta há mais de 20 anos com referencia na filosofia de Nietzsche e Espinosa. Membro dos POETAS DEL MUNDO. Desde 2001 é colaboradora do Portal VMD. Participou da Antologia de Poemas – vol 1- Café Filosófico “Das Quatro”- no XIV Congresso Brasileiro de Poesia-2006. Em 2007 participa como convidada do LIVRO ECO-AR-TE Para o Reencantamento do mundo - (Org.) Michèle Sato Ed. UFSCar, 2007, e na Antologia Poetas Pela Paz e Justiça Social – Ed. Alcance na Feira do Livro em Porto Alegre-RS. Possui textos e poemas em sítios na Internet –BLOCOS ONLINE entre outros.


Poesia

no crepuscular silêncio
amanheço
sou dos avessos
das custuras transversais
das ruturas
dos solfejos pilares

lua cresce num sorriso
amanheceu na China
entre a névoa bem te digo
sou cosmopolita
exijo tempos in/temporais

numa paciência que a alguns irrita
estico ouvido
no silêncio ouço longe
magistral sinfonia
movimento desfila
revivo a experiência
de um ser desigual

um gosto por florestaestares
por passeios pequeninos
entre as gotas de orvalho
ruídos mares
expande o ser resignificando
experiências mínimas
atemp´oral
Poesia


Tempos Estados do Ser XIII


Das palavras no homem um sentido ;
Continuar

Homem se faz em palavra viva

Palavra

Semente que ao Sol desabrocha
Sorri levemente, tensa
Intensa
Em flocos bailam na boca do vento

Palavra

Denso afeto
Estende-se em ramos,
Dá-se
em abrigo,
em flores,
frutos e
sementes
num anseio de continuar


Palavra

Água viva
Dá-se
Em sentido e desejo
de num cálido
mesmo que pálido,
amanhecer
partilhar da alegria
de outra semente
quente no jardim vir dançar!

Palavra

Verde broto
Açoitado
Pelo vento dos olhos aflitos
estremecida
pelas correntes de peitos
silenciosos que aprisionam os ecos

Palavra

Na rígida pedra ecoam vazias de sentido
Envidraçados sem ar e luz fenecem os novos tons
Esperados no Jardim
Haverá liberdade para
sementes dum futuro adejar ?

Palavra

Bate à soleira ternura a se esparramar
na luz desta manhã

Há de doer os olhos,
A máscara plástica
Em ácidas gotas percorrer
mentiras e falsos valores
mas haverá uma palavra a despontar
a palavra vera, fera a girar!

De outros modos
em flores frutos, sementes
entre os dentes
voz do coração dar-se-á
ardente ?

Quebra onda ocidental
Reverte rumo ao horizonte oriental que tudo faz jorrar !
Vem palavra
Precipitar ressonância inscrita no tempo de continuar!

virgínia além mar 2002



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