BIOGRAFIA DE - Vitor Damasceno

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Quem vem lá sou eu, descobrindo no caminhar o caminhar, experimentando e vivendo sem planejar. Criando o que a cabeça mandar.

 

Janela do que está dentro?

Tenho uma veia ao meu lado direito
passando pela minha têmpora
que irriga fronte da testa
e se dilata com o frisar das sobrancelhas
paralizando os dois olhos
que nesse exato momento
podem ver o mais profundo
que se passa em um pensamento
A consciência que me falta
é o do presente mais que presente
quando o conjunto de todas as feições
resultantes dessa combinação fisiológica
transformam os olhos
que o meu próprio par observa
A mistura embaralha a leitura
A minha habilidade astuta
(para não dizer absurda)
fica turva e falha
Eis que acaba a fantasia
De que apenas dos olhos eu saberia
A sinceridade quase sempre escondida
Por isso não gosto de poker.

Internacionalizar

Fui voltei again
To de volta ao começo
De uma ida ao fim
To de novo novo
mas velho e cheio do novo
criando um novo ovo
desse mundo que não movo
mas moverei
Pretenso, sou
imaginativo, também
idealista, não
porque não há ideal
nessa terra de João
Não deveria haver
Só se deveria ser
Mas se continuar
a imitar a vida do John
em prol da "evolução"
podemos a pelada matar
as mulatas muscularizar
os malandros exorcizar
e tudo mais que eu dou valor
vai poder se comprar
Que pobreza e' comprar


Oinrrc

El facto és
nosso mundo é sujo
o lado de lá cheira muito bem
os floreios existem
superficialmente
mas na terra molhada
se faz lama
e o mundo chafurda
o grande teatro burguês
continua em cartaz
talvez sempre estará
numa crise de identidade
me comportei como pó de arroz
mas esses olhos vêem além
e a postura almofada
não é da minha natureza
A raça renasce
o sangue cada vez mais pulsante
vivo e desejo aventura
verei novos chiqueiros
chafurdemos

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